Novas regras podem fazer pequenas lojas virtuais fecharem

CEO da B2ML se reúne com diretor do parque tecnológico de Campinas
18 de abril de 2013
Mais um trabalho da B2ML, site da Comunidade Theotokos já está no ar
3 de maio de 2013

Novas regras podem fazer pequenas lojas virtuais fecharem

Começando a valer no dia 14 de maio, as novas regras de atendimento a clientes e entrega de produtos por lojas virtuais vêm para trazer mais segurança aos consumidores, mas acabam por tirar o sono de pequenos empresários do setor, que falam até em fechamento de negócios.

A razão desse temor é o aumento nos gastos para adequação às exigências, previstas no decreto nº 7.962 sancionado pela presidenta Dilma Rousseff no fim de março.

O maior problema, no entanto, fica na relação com o cliente que deve gerar muitos custos e carece de regras específicas, deixando muitos pontos abertos que devem ser esclarecidos por órgãos de defesa do consumidor. O Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor) deve divulgar nota técnica de esclarecimento e fazer uma rodada de diálogos com o mercado para ouvir sugestões e críticas.

O objetivo da legislação é aumentar a confiança no mercado de e-commerces e estimular os negócios, valendo para lojas de todos os portes.

A questão é que em lojas de pequeno porte, o atendimento ao consumidor é feito muitas vezes apenas por e-mail, pelos próprios sócios ou por um funcionário indicado. A implementação de um sistema completo, com profissional treinado, computador com software para esse fim e um telefone PABX, pode custar entre R$ 5.000 e R$ 7.000 mensais para cada Posição de Atendimento (PA).

Os pequenos varejistas já são desfavorecidos para negociar contratos e atrair clientes. O decreto causou preocupação em muitos empresários novos ou que desejam abrir um comércio. O temor é que companhias fechem por não conseguirem cumprir a norma.

A esperança ante isso é que os órgãos de defesa do consumidor também aceitem estruturas alternativas para esse relacionamento com o cliente como o Facebook e Twitter. O presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico diz que está de olho nessa intervenção do Estado e que está preparado para intervir judicialmente se isso criar uma situação negativa para o setor.

Fora a questão do relacionamento com o cliente, uma lista com 30 produtos considerados essenciais também tem gerado polêmica. Esses produtos, caso apresentem defeito, poderão ser devolvidos imediatamente pelo consumidor de acordo com a nova norma, o que implica numa estrutura preparada para realizar essa coleta.

Ainda não se sabe o conteúdo exato da lista, mas o setor de telefonia celular deve estar na relação. Além disso, informações como endereço físico, eletrônico e CNPJ do comércio, devem vir em local de destaque e de fácil visualização conforme as novas regras.

O aumento dos custos, no entanto, traz oportunidades para empresas de terceirização de PAs, logística reversa e entregas rápidas. Negócios que oferecem serviços ao comércio eletrônico por valores mais baixos esperam conseguir mais mercado a partir de maio.

Veja abaixo um resumo sobre as novas regras:

Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *